terça-feira, 21 de julho de 2015

ALIENAÇÃO PARENTAL : Conceito e consequências



“Seu pai não gosta de você.”
“Sua mãe não merece o seu amor.”
“Diga ao seu pai que você não quer ir com ele.”

Diversas frases como estas são ditas por pais aos seus filhos, crianças ou adolescentes em que a família passa pelo processo de divórcio. Esses jovens passam a travar uma batalha árdua ficando entre seus genitores como um escudo ou um elemento utilizado para ameaçar ou atingir agressivamente o outro.
Esse tipo de comportamento é caracterizado de Síndrome da Alienação Parental, constantemente um dos genitores ou a pessoa que está responsável pela criança (avós, ou outro parente) estimula o rompimento do laço afetivo com o outro responsável, denegrindo a imagem e cria uma percepção falsa onde a criança é obrigada a acreditar.
A alienação pode ocorrer de diversas formas, com a desqualificação do outro genitor fazendo com que o filho acredite que o pai ou a mãe o abandonou, ou que não possui capacidade ser um bom cuidador. “Seu pai te abandonou ele não merece ver você.”
É comum que um dos genitores dificulte a visita do outro, ou do avô ou avó, ou qualquer parente da família do ex – cônjuge com desculpas do tipo: “Ele está doente”  ou “Ele disse eu não quer ir com você hoje” na tentativa de anular o convívio da criança com a família. Existem casos extremos dos responsáveis mudarem de residência para dificultar a visita do outro genitor e até mesmo falsas denúncias de violências e abusos sexuais para afastar ao máximo a criança e implantar falsas memórias para que a mesma acredite que isso realmente aconteceu.

Toda essa guerra travada entre os pais pode trazer consequências graves na vida dos filhos comprometendo o seu desenvolvimento. A presença de um dos genitores passa a ser anulada e as falsas memória que são criadas podem fazer com que a criança ou o adolescente possa perder todo o interesse por um dos pais e aos poucos não consegue mais diferenciar o que é real e o que é fantasia pois já está muito manipulada e perde a capacidade de elaborar suas próprias conclusões sobre o assunto. O sentimento de raiva e frustração de um relacionamento falido deve ser apenas dos adultos envolvidos, mas o que acontece é que esse sentimento passa a ser transferido para os filhos e o divórcio passa a ser não apenas dos pais, mas também dos filhos com o genitor que está saindo de casa ou até mesmo com a família estendida.

MICHELLY DE LIZ
Psicóloga 

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