“Seu pai não gosta de
você.”
“Sua mãe não merece o
seu amor.”
“Diga ao seu pai que
você não quer ir com ele.”
Diversas frases como
estas são ditas por pais aos seus filhos, crianças ou adolescentes em que a
família passa pelo processo de divórcio. Esses jovens passam a travar uma
batalha árdua ficando entre seus genitores como um escudo ou um elemento
utilizado para ameaçar ou atingir agressivamente o outro.
Esse tipo de
comportamento é caracterizado de Síndrome da Alienação Parental, constantemente
um dos genitores ou a pessoa que está responsável pela criança (avós, ou outro
parente) estimula o rompimento do laço afetivo com o outro responsável,
denegrindo a imagem e cria uma percepção falsa onde a criança é obrigada a
acreditar.
A alienação pode
ocorrer de diversas formas, com a desqualificação do outro genitor fazendo com
que o filho acredite que o pai ou a mãe o abandonou, ou que não possui
capacidade ser um bom cuidador. “Seu pai te abandonou ele não merece ver você.”
É comum que um dos
genitores dificulte a visita do outro, ou do avô ou avó, ou qualquer parente da
família do ex – cônjuge com desculpas do tipo: “Ele está doente” ou “Ele disse eu não quer ir com você hoje”
na tentativa de anular o convívio da criança com a família. Existem casos
extremos dos responsáveis mudarem de residência para dificultar a visita do
outro genitor e até mesmo falsas denúncias de violências e abusos sexuais para
afastar ao máximo a criança e implantar falsas memórias para que a mesma
acredite que isso realmente aconteceu.
Toda essa guerra
travada entre os pais pode trazer consequências graves na vida dos filhos
comprometendo o seu desenvolvimento. A presença de um dos genitores passa a ser
anulada e as falsas memória que são criadas podem fazer com que a criança ou o
adolescente possa perder todo o interesse por um dos pais e aos poucos não
consegue mais diferenciar o que é real e o que é fantasia pois já está muito
manipulada e perde a capacidade de elaborar suas próprias conclusões sobre o
assunto. O sentimento de raiva e frustração de um relacionamento falido deve
ser apenas dos adultos envolvidos, mas o que acontece é que esse sentimento
passa a ser transferido para os filhos e o divórcio passa a ser não apenas dos
pais, mas também dos filhos com o genitor que está saindo de casa ou até mesmo
com a família estendida.
MICHELLY DE LIZ
Psicóloga
MICHELLY DE LIZ
Psicóloga

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